segunda-feira, 31 de maio de 2010

ACAMPAMENTO REGIONAL DE PIONEIROS ( PARTE 1)







Realizou-se no passado dia 1e2 de Maio, o quinto acampamento regional do pioneiro, da região da guarda, na freguesia de Valverde, sobre o tema “rumos e lendas”.
Actividade qual participaram cerca de 70 elementos, divididos por 7 agrupamentos ( Valverde ( anfitrião), Fundão, Belmonte, Unhais da Serra, Paul, Covilhã, Aldeia de Juanes e Belmonte).
No qual, ficaram a saber, alguns dos mitos e lendas, do a freguesia.
A Actividade em si começou no dia um com a chegada ao local do acampamento e respectiva montagem de campo.

Logo de seguida deu-se a abertura solene do acampamento. Onde houve apresentação das equipas participantes, na actividade.

Antes da hora do almoço, decorreu a primeira actividade”o ataque das formigas obreiras”. Esta actividade, consistia no serviço comunitário, foi a limpeza de duas fontes emblemáticas na freguesia.

terça-feira, 25 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FATIMA OM CULTO DO DINHEIRO

Fátima- o culto do dinheiro

Muito se tem falado sobre este tema e no seu significado na sociedade. Por vezes fico a pensar , qual será a motivação de varias centenas de pessoas em se dirigirem a esse local! Será pela fé? Ou será por outras coisas?

O mito de Fátima, começou, há 90 anos, quando 3 crianças disseram que tinham visto, nesse local , um senhora que vinha do céu. Mas não terá sido uma ilusão óptica?
As cronicas da altura, disseram que era o milagre do sol. Mas o mais certo e ter sido, um eclipse do sol..
Bem, não é isso que eu quero falar, mas sim é do que se passa em redor desse local.
Sim, eu me estou a referir as lojas de comercio situadas em volta do santuário e do dinheiro que fazem na exploração da figura da Nªsenhora.
Não quero, que fiquem a pensar, que sou contra o comercio, mas fico um pouco chocado, com o amontoar de lojas, e do tipo porta sim,porta sim.
era bom, que o governo ou a autarquia, fizessem alguma coisa para por ; um travão nesta situação.
A outra coisa, que me leva a levantar questões é: as famosas caixas de esmolas.
O que e feito, do dinheiro que lá deixamos? Que obras são lá feitas? Quem fica com esse dinheiro?
È que Fátima, e dos locais onde se faz mais dinheiro e o estado não fica com nada. Acho injusto, pois esse dinheiro não e investido e vai, directamente para o bolso de alguém.
É mesmo para dizer, "que a Nªsenhora tem uma boa conta bancaria".
já não tenho mais nada para dizer , e vamos estar no próximo 13 de Outubro para comprar mais uma "santinha".
saudações e ate a próxima

terça-feira, 18 de maio de 2010

40 razoes para ser escuteiro

Se por alguma razão te perguntarem porque és escuteiro... tens agora não 1 mas 40 razoes pra lhe responderesa



1-Vais acampar e no regresso, por vezes, dizes que não o voltarás a fazer, mas, no entanto, voltas a ir.
2-De certeza que o teu melhor amigo(a) lá esta, e talvez a pessoa que amas também; e se não está, tentas levá-la para o grupo.
3-Aprendes algo de novo e ensinas algo a alguém...
4-Os miúdos vêem-te como um exemplo a seguir e tens um exemplo a seguir.
5-Numa festa tua tens mais escuteiros do que colegas de escola e, mesmo assim, os poucos que lá estão são os que são importantes.
6-Comes do mesmo prato que os teus companheiros e recordas os momentos divertidos que passaram à noite quando estavam prestes a dormir.
7-Preocupas-te tanto com o teu bando, patrulha ou equipa como se fossem a tua família.
8-O teu dirigente é como um segundo pai ou como o teu irmão mais velho.
9-Parece-te invulgar porque às vezes tens tanto respeito pelo teu chefe de.
10-Vêem-te como um bicho raro na rua.
11-Na vida fora dos escuteiros podes fingir ser uma determinada pessoa, mas nos escuteiros não consegues evitar ser tu próprio.
12-Quando voltas cansado de um acampamento, 99% das vezes chegas a casa, comes como um abade, tomas um banho e vais dormir.
13-Quando te sentes em baixo, sabes que tens sempre um amigo escuta que te ouve e que mostra o caminho.
14-Há sempre um escuteiro que sabe os teus segredos.
15-Ao chegares à tua sede sabes sempre que tens gente que te quer ver e estar contigo.
16-A tua Promessa fica para sempre gravada na tua memória.
17-Os acampamentos começam ainda antes de te juntares a todos aqueles que contigo vão acampar.
18-Por vezes nem consegues dormir só com a ansiedade de partir.
19-Sentes com mais força o abraço dos teus pais quando voltas de um acampamento.
20-Chegas à conclusão que o comilão da tua patrulha come sempre tudo o que a patrulha tem para comer.
21-Recordas que, às vezes, o chão das latrinas se movia.
22-Há sempre alguém que se quer aproveitar da tua inexperiência de acampar, mas sentes-te útil ao ires buscar lenha.
23-Estás tranquilo com os teus irmãos escutas e não suportas que nada nem ninguém diga mal do teu agrupamento.
24-Num acampamento, é quase certo que, se adormeceres às 6h da manhã, às 7h o teu chefe está a dar a alvorada e não tens outra hipótese senão passar o resto do dia com uma soneira terrível.
25-A comida é sempre saborosa, mesmo que tenha restos de carvão ou sabor a ervas e terra.
26-Os teus pais aprendem a confiar mais em ti pelo simples facto de seres escuteiro e não se sentem embaraçados por dizerem aos seus amigos que o seu filho ou filha é escuteiro, enquanto que aqueles perguntam "o que é isso de escuteiros" e "quanto se paga para matricular o meu filho nos escuteiros?"
27-As pessoas que não sabem o que é ser escuteiro gozam contigo, enquanto que te sentes mais orgulhoso e contente por saberes que essas pessoas não sabem o que perdem.
28-Pões toda a gente ao teu redor de boca aberta e com atenção sempre que contas aventuras que passaste em acampamentos e actividades.
29-Se és rapariga, não falta quem te diga "como é que gostas de uma coisa que é para rapazes?"
30-Se és rapariga, dás-te conta em como os rapazes da tua patrulha ou equipa te tratam bem e não te discriminam por seres rapariga.
31-Se és rapaz, por vezes reparas em algumas raparigas que olham para ti em vez de outros rapazes por estares uniformizado e, se participas numa actividade nacional ou internacional, é garantido que arranjas pelo menos 5 e-mails de raparigas.
32-Ao encontrares algum escuteiro que conheceste há muito tempo, sentes sempre uma sensação de alegria e dás-lhe uma forte canhota.
33-Às vezes sentes-te triste ao encontrar pessoas que te dizem "esse uniforme é estúpido e ridículo" e tu pensas: "vocês é que não são escuteiros, não percebem nada do que isto significa para mim".
34-Se tens medo dos animais da noite, descobres que estes desaparecem durante os jogos nocturnos.
35-A beleza disto é conhecer gente de fora que nunca conhecerias se não fosse pelos escuteiros e por vezes choras nas despedidas por uma pessoa com quem estiveste só por 3 ou 4 dias e que fica para sempre no teu coração.
36-Ris com o Quim Novato que vai ao seu primeiro acampamento, que se corta numa mão com um tronco de árvore e fica exausto num raide, mas, no fim, acabas por ajudá-lo.
37-As caminhadas que os teus chefes organizam parecem curtas, mas parece que andaste uma vida inteira quando só fizeste 5 kms.
38-Vês que a cor do teu lenço, meias e calções vai mudando conforme o uso que tem e sentes-te orgulhoso por teres um uniforme quase sem cor porque sabes que com ele passaste por muitos sítios e vives muitas aventuras.
39-Quando vais a algum lado e a chuva te molha, sabe sempre pior do que num acampamento.
40-Gostas de ver chegar alguém novo ao teu agrupamento e observas a maneira boa ou má de como se comporta nas actividade; e isso faz-te recordar o teu primeiro dia nos escuteiros e como sofreste com as actividades desse dia, mas sabes que essa mesma pessoa vai gostar de ser escuteiro.



sábado, 15 de maio de 2010

COISAS UTEIS

acampamentos e acantonamentos

O ACAMPAMENTO
Acampar significa viver saudavelmente ao ar livre e divertir-se, adaptando os hábitos próprios ao ambiente e a circunstâncias um pouco diferentes das que se têm normalmente em casa.
A parte mais agradável da vida da criança e do jovem nos Escuteiros é o acampamento. Viver ao ar livre, sob o olhar de Deus, no meio das colinas, das árvores, das aves, do mato, do mar e dos rios, ou seja, viver com a natureza, dormindo numa tenda, cozinhando e explorando por sua conta, tudo isto dá saúde e alegria tais como se não podem experimentar entre o cimento e o fumo da cidade.
Claro que surgem sempre muitos problemas a resolver e alguns imprevistos a superar. Por exemplo, a escolha do mínimo indispensável que se deve levar para o acampamento. Contudo, é nestes desafios que a criança e o jovem desenvolvem a auto-suficiência, encontrando, na sua capacidade manual e na sua imaginação, os recursos necessários para se desembaraçarem e tornarem alegre e divertida a viagem, a estadia, a confecção dos alimentos, ou arranjar um abrigo para a noite.
O acampamento é um momento marcante na vida de um Escuteiro, onde as crianças e os jovens tomam verdadeira consciência da alegria que se experimenta a viver e a trabalhar com os seus irmãos Escuteiros. É o momento privilegiado para se enraizar e desenvolver o espírito de "família feliz"; é aqui que nascem recordações comuns, que se criam tradições.
Baden-Powell, fundador do escutismo, deixou, através do seu livro "Escutismo para Rapazes", uma nota para os pais relativamente aos acampamentos, que a seguir se transcreve:
"O Campismo é a grande atracção que chama o rapaz para o Escutismo e oferece o melhor ensejo para o ensinar a confiar em si próprio e a cultivar a iniciativa, além de contribuir para o seu robustecimento.
Há pais que, não tendo nunca experimentado a vida de campo, olham os acampamentos com desconfiança, julgando-o demasiado áspero e arriscado para os filhos. Mas, quando os vêem voltar cheios de saúde e alegria manifestas, e moralmente desenvolvidos em personalidade e sociabilidade activa, não podem deixar de apreciar os bons resultados de uma tal digressão.
Espero, pois, sinceramente que se não impeçam os rapazes de se entregarem a diversões desta natureza."

O ACANTONAMENTO
O acantonamento é em tudo semelhante a um acampamento, com excepção para o local de dormida.
Quando as condições climatéricas são instáveis, isto é, quando a probabilidade de chuva repetida e prolongada é grande, a pernoita é feita normalmente num edifício existente no local da actividade, em vez de na habitual tenda. Além disto, o edifício serve também de abrigo rápido para os momentos de chuva.
Os acantonamentos são feitos normalmente em casas de habitação, escolas, garagens, pavilhões, Sedes de Agrupamentos, etc.
É esta a principal característica que distingue um acampamento de um acantonamento.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sabias que


Maio

Todos os dias

Maio é o quinto mês do calendário gregoriano e tem 31 dias. O seu nome é derivado da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Outras versões apontam que a origem se deve à deusa grega Maya, mãe de Hermes.

Sob o Antigo Regime francês, era de costume plantar um " Maio " ou " árvore de Maio " na honra de alguém. No Condado de Nice moças e rapazes « giravam Maio » ao som de pífano e tambor, ou seja dançar as rondas de Maio ao redor da árvore de Maio.

Maio é o mês de Maria, mãe de Jesus Cristo, segundo a Igreja Católica

Eventos históricos
13 de Maio de 1888 - Abolição da Escravatura pela Lei Áurea nº 3.353 - Brasil
13 de Maio de 1899 - Fundação do Esporte Clube Vitória
13 de Maio de 1905 - Fundação do Sport Club do Recife
14 de Maio de 1948 - Fundação do Estado de Israel

Datas comemorativas 1 de Maio - Dia do Trabalhador
7 de Maio - Dia do Silêncio
9 de Maio - Dia da União Europeia
13 de Maio - Dia do Zootecnista (Brasil)
15 de Maio - Dia Internacional das Famílias
15 de Maio - Dia Mundial do Detetive
17 de Maio - Dia Mundial da Internet
18 de Maio - Dia Internacional dos Museus
25 de Maio - Dia da Toalha
30 de Maio - Dia do Geólogo
1º Domingo de Maio - Dia das Mães (Portugal)
2º Domingo de Maio - Dia das Mães (Brasil)

Pastorinhos de fatima


Pastorinhos de Fátima

Lúcia dos Santos com os seus primos Francisco e Jacinta Marto.Os Pastorinhos de Fátima (também chamados de Os Três Pastorinhos) foram as três crianças portuguesas que viveram e testemunharam as chamadas aparições de Fátima, ocorridas entre 1916 e 1917, na Cova da Iria.

Os seus nomes eram:

Lúcia de Jesus dos Santos (de dez anos)
Lúcia de Jesus dos Santos (Aljustrel, 28 de Março de 1907 — Coimbra, 13 de Fevereiro de 2005), conhecida no Carmelo como Irmã Lúcia do Coração Imaculado, Ordem das Carmelitas Descalças, e reverenciada por alguns católicos portugueses simplesmente como a Irmã Lúcia, foi, juntamente com Jacinta e Francisco Marto (os chamados «três pastorinhos»), uma das três crianças que viram Nossa Senhora na Cova da Iria (Fátima), durante o ano de 1917.

Lúcia nasceu no lugar de Aljustrel, próximo de Fátima. Tinha dez anos quando viu, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria, juntamente com os primos Jacinta e Francisco Marto. Lúcia foi a única dos três primos que falava com a Virgem Nossa Senhora,sua prima Jacinta ouvia mas não falava e Francisco nem sequer ouvia as palavras de Nossa Senhora, e como tal era a portadora do Segredo de Fátima. Nos primeiros tempos, a hierarquia católica revelou-se céptica sobre as afirmações dos Três Pastorinhos e foi só a 13 de Outubro de 1930 que o bispo de Leiria tornou público, oficialmente, que as aparições eram dignas de crédito. A partir daí, o Santuário de Fátima ganhou uma expressão internacional, enquanto a irmã Lúcia viveu cada vez mais isolada.

Em 17 de Junho de 1921, o bispo de Leiria D. José Alves Correia da Silva proporcionou a sua entrada no colégio das irmãs doroteias em Vilar, Porto, alegadamente para a proteger dos peregrinos e curiosos que acorriam cada vez mais à Cova da Iria e pretendiam falar com ela. Professou como doroteia em 1928, em Tuy (Espanha), onde viveu alguns anos. Em 1946 regressou a Portugal e, dois anos depois, entrou para o Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, onde professou como carmelita a 31 de Maio de 1949. Foi neste convento que escreveu dois volumes com as suas Memórias e os Apelos da Mensagem de Fátima. Em 1991, quando o Papa João Paulo II visitou Fátima, convidou a irmã Lúcia a deslocar-se ali e esteve reunido com ela 12 minutos. Antes, já se tinha encontrado também em Fátima com o Papa Paulo VI.

Lúcia morreu no dia 13 de Fevereiro de 2005, no Convento Carmelita de Santa Teresa em Coimbra. O seu corpo foi transladado de Coimbra para o santuário de Fátima em 19 de Fevereiro de 2006.


BeatificaçãoEm 14 de fevereiro de 2008, na Catedral de Coimbra em Portugal, o Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, por ocasião do aniversário da morte da "vidente de Fátima", tornou público que o papa Bento XVI, atendendo ao pedido do bispo Albino Mamede Cleto, de Coimbra, compartilhado com numerosos bispos e fiéis do mundo todo autorizou, excepcionando as normas do Direito Canônico (art. 9 das "Normae servandae"), o início da fase diocesana da causa da sua beatificação, transcorridos apenas três anos da sua morte.

Memorial Irmã Lúcia
Em 31 de Maio de 2007 foi inaugurado em Coimbra um museu sobre a vidente de Fátima.

Foi projectado pelo arquitecto Florindo Belo Marques para uma área onde as irmãs do Carmelo de Coimbra tinham galinheiros, o museu apresenta um espólio que remete até ao tempo das "aparições de Fátima".

Francisco Marto (de nove anos)
Francisco Marto (Aljustrel, Fátima, 11 de Junho de 1908 — 4 de Abril de 1919) [1], conhecido mundialmente como Beato Francisco de Fátima e da Igreja Católica, foi um dos três pastorinhos que dizem ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, de 13 de Maio até 13 de Outubro de 1917.

Filho mais velho de Olímpia e Manuel Marto, Francisco e Jacinta eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como não era obrigatório, ele não frequentava a escola, e trabalhava como pastor em conjunto com a sua irmã Jacinta e a sua prima Lúcia. Como Nossa Senhora sugeriu numa das aparições, Francisco ingressou no ensino primário, mas acabou por deixar de assistir às aulas.

De acordo com as memórias de Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e gostava de música, o qual mostrava habilidade no pífaro. Sendo muito independente nas opiniões, no entanto era pacificador, e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas. Conta a sua prima que até os animais não escapavam a sua caridade.

Na sequência das aparições, o comportamento dos dois irmãos alterou-se e desde então Francisco passou a preferir rezar sozinho. Marcado pelas palavras de Nossa Senhora para "que não ofendam mais a Deus", ele retirava-se na solidão "para consolar Jesus pelos pecados do mundo".

As três crianças, particularmente o Francisco, tinham o costume de praticar mortificações, mas que Nossa Senhora numa das aparições pedira moderação. Contudo, como penitência, Francisco deixara de ir à escola e escondia-se para atenuar pelos pecadores. É possível que prolongados jejuns o tenham enfraquecido a ponto de sucumbir à epidemia do vírus influenza que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. Ele acabou por falecer em casa em 1919.

Francisco e a irmã Jacinta foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000. O seu dia festivo é 20 de Fevereiro.



Jacinta Marto
(de sete anos)
Jacinta Marto (Aljustrel, Fátima, 11 de março de 1910 — Lisboa, 20 de fevereiro de 1920) [1] foi uma dos três pastorinhos que afirmam ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917.

Filha mais nova de Olímpia e Manuel Marto, Jacinta Marto e Francisco eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como de início não frequentava a escola, trabalhava como pastora em conjunto com seu irmão e a sua prima Lúcia. Mais tarde, logo após as aparições e segundo as mesmas, por recomendação de Nossa Senhora, entrou na escola primária. De acordo com as memórias de Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.

Na sequência das aparições, os dois irmãos foram influenciados porque terão visto o Inferno, durante a terceira aparição (Julho de 1917). Deslumbrada com a triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decide responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifício pela conversão dos pecadores.

As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenha enfraquecido a ponto de ter sucumbido à epidemia do vírus influenza que varreu a Europa em 1918 e em consequência da primeira guerra mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital D. Estefânia em Lisboa.

Jacinta foi beatificada, com seu irmão, pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000. Jacinta é a cristã mais nova não-mártir a ser beatificada. O seu dia festivo é 20 de Fevereiro


Os pastorinhos tiveram durante o ano de 1916, três aparições de um Anjo, identificado como Anjo da Paz ou Anjo de Portugal. O relato destas aparições permaneceu em segredo até 1937, até Lúcia as divulgar, pela primeira vez, na designada obra Memórias da Irmã Lúcia I. A narração é mais completa dos restantes acontecimentos e o texto definitivo das orações do anjo foi, posteriormente, publicado na obra Memórias da Irmã Lúcia II, escrito em 1941.

Em 1917, as crianças assistiram a seis aparições de Nossa Senhora, entre 13 de Maio e 13 de Outubro.

Aparições Milagre Nossa Senhora Fátima !!! - Our Lady Fatima Miracle Ap...



Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é a designação pela qual é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante seis meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima", pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.

História

Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.

Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".

Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.


A famosa "Capelinha das Aparições" em Fátima (que marca o local exacto onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos).A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época disseram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim que, no lugar onde Nossa Senhora apareceu para os pastores, deu-se uma luminosidade tão intensa que ninguém conseguiu ficar com os olhos abertos, ninguém conseguiu ver Nossa Senhora, apenas os três pastores.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".

Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Síntese da Mensagem de Fátima

Os três pastorinhos de Fátima (1917).Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições de Nossa Senhora de Fátima é o seguinte:

No decorrer de toda a Mensagem, a começar pelas aparições do Anjo, encontramos um apelo à oração e ao sacrifício oferecido a Deus por amor e conversão dos pecadores. Para mim, este apelo é como que a norma básica de toda a Mensagem, que começa por introduzir-nos num plano de fé, esperança e amor: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos". É aqui que assenta a base fundamental de toda a nossa vida sobrenatural: viver de fé, viver de esperança, viver de amor.

Monumento
No dia 13 de maio de 2008 foi inaugurada em Fortaleza, Ceará a maior imagem de Nossa Senhora de Fátima do mundo. A estátua tem 15 metros de altura e foi feita pelo artista plástico Franciner Macário Diniz

terça-feira, 11 de maio de 2010

santo padre esta em portugal



SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI VEM A PORTUGAL


Sua reverendíssima visita Portugal começando a visita em Lisboa, percorrendo várias artérias da capital com uma segurança apertadíssima. O povo só o poderá ver ao longe, o mesmo irá acontecer pelos restantes locais por onde Sua Santidade passar.
No Terreiro do Paço, com vista para o Cristo Rei e Ponte 25 de Abril irá celebrar a Santa Missa que de certeza vai ser assistida por milhares de pessoas.
Mas como todos nós sabemos homens e mulheres de boa vontade e de fé, o ponto alto da visita é no Santuário de Nossa Senhora de Fátima aquele local mítico onde todos nós cristãos nos sentimos bem.
Será nesse local sagrado, para onde estão a caminho muitos peregrinos vindos dos vários cantos do mundo e também aqui de Portugal não podendo esquecer tantos homens e mulheres que percorrem por estrada caminhos e veredas com os pés muitas vezes a sangrar mas sempre com uma vontade férrea em vencer a caminhada para chegar aos pés da nossa Senhora nossa Mãe e rezar e cumprir as suas promessas .

A vinda a Portugal daquele que é o chefe supremo da igreja católica e representante de São Pedro numa altura em que o Pais atravessa grades dificuldades, não só Portugal como o mundo pedimos a sua Santidade que reze junto de nossa Mãe Maria Santíssima para que aqueles que governam os vários Países do mundo e geram o sistema financeiro mundial sigam os ensinamentos de Jesus de modo a que todos os povos vivam mais felizes sem fome, sem guerra e sem descriminação de raças .
A cidade do Porto vai também ser brindada com esta visita e de certeza que esse bom povo do norte irá brindar Sua Santidade com forte calor humano como uma demonstração de fé no representante de Pedro.


PROGRAMA DA VISITA


11 DE MAIO---LISBOA

11h,00 Chegada ao Aeroporto da Portela
12h,45 Cerimonia de boas vindas no Mosteiro dos Jerónimos
13h,30 Visita de cortesia ao Presidente da Republica Aníbal Cavaco Silva no Palácio de Belém
18,h,15 Celebração da Santa Missa no Terreiro do Paço


12 MAIO---LISBOA

10h,00 Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
12h,00 Encontro com o Primeiro Ministro na Nunciatura Apostólica
16h,40 Partida de helicóptero para Fátima

FATIMA
17h,30 Chega à Capelinha das Aparições
18h,00 Vésperas com Padres, Religiosos, Seminaristas e Diáconos da Igreja da Santíssima Trindade
21h,30 Recitação do Rosário e Procissão das Velas Eucaristia Presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretario de Estado do Vaticano.


13 MAIO---FATIMA

10h,00 Missa da Peregrinação Internacional
13h,00 Almoço com os Bispos de Portugal
17h,00 Encontro com os Membros da Organização da Pastoral Social na Igreja da Santíssima Trindade
18h,45 Encontro com os Bispos de Portugal na casa de Nossa Senhora do Carmo


14 DE MAIO---FATIMA

08h,00 Despedida da casa de Nossa Senhora do Carmo

PORTO

09h,30 Chegada ao heliporto da Serra do Pilar em Gaia
10h,15 Missa na Avenida dos Aliados
13h,30 Cerimonia de despedida no Aeroporto Internacional do Porto
14,h00 Partida no Avião da TAP

sábado, 8 de maio de 2010


Caminheiros da Região da Guarda,

A Equipa Fénix da IV Secção, do Agrupamento 231 Sta. Maria -Manteigas, tem o prazer de vos
convidar a participar numa actividade ultra-radical, com o objectivo de cada vez mais, podermos
SERVIR e sermos jovens em acção.

Esta actividade é denominada
e terá lugar no Ski Parque, no concelho de
Manteigas, nos dias 21, 22 e 23 de Maio sob o lema: “Uma AVENTURA RADICAL vais viver, mas a
Natureza terás que proteger” e consiste basicamente na preservação da Natureza, com a limpeza do
É claro que não esquecemos um tempo de oração e reflexão.
Vamos deixar a nossa MARCA contribuindo assim para uma sociedade melhor, como queria o nosso
fundador do Escutismo, Baden Powell na sua última mensagem que nos deixou…
"Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes…"
Bem, isto para dizer que sermos escuteiros não é só usar o uniforme e ir às reuniões. Ser escuteiro é
muito! Ser Caminheiro é ainda mais, dado que somos já todos adultos numa sociedade que precisa
cada vez mais de novos rumos...
Por tudo isto, a vossa presença é importante. Não faltem, contamos convosco!
Atrevam-se e venham voar connosco…
Em anexo, segue também o cartaz e a respectiva folha de inscrição da nossa actividade. Pedimos que
transmitam aos vossos Agrupamentos e restantes Caminheiros que conheçam.
Também irá chegar informação via CTT aos vossos Agrupamentos por isso estejam atentos!!!
As inscrições serão enviadas para o nosso e-mail e terão data limite até ao dia 16 de Maio, e após os
vossos contactos entraremos em contacto convosco e acertaremos mais alguns pormenores.
Para mais informações podem-nos contactar através do:
E-mail: 231mtg.fenix@gmail.com
Blog: http://fenix231manteigas.blogspot.com/
Telemóvel (moche): Paulo Martins (Chefe de Clã) – 966711769
Susana Abrantes (Chefe de Equipa) – 969265978
Ana Paula Lopes (Sub-chefe de Equipa) -964968662
Morada: Paulo Martins, Loteamento do Souto Grande, lote 3 6260-059 Manteigas

Notas:
-Serão também convidados a participar na actividade os Chefes de Clã, Caminheiros com Insígnia de Ligação (CIL),
Candidatos a Dirigentes (CD) e Equipa de Animação dos respectivos Agrupamentos.
-Em caso de dúvidas ou caso tenham alguma dificuldade em participar contactem-nos, nós tentamos resolver os
problemas para que de alguma forma todos participem.

Esperamos por vocês. Uma forte canhota,

Equipa Fénix:
Email:231mtg.fenix@gmail.comAgrupº231SantaMaria6260MANTEIGAS

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O jeito mais fácil e rápido de dobrar uma camiseta



Da jeito saber, para os acampamentos e actividades...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dia da Freguesia2.wmv

Dia da fregesia.
Actuaçao da fanfarra

Diabo na cruz - Os Loucos Estão Certos

Uma nova banda que vale a pena ouvir.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

dia regional do pioneiro

Dia Regional do PioneiroValverde
Saudações escutistas,
A todos os Pioneiros e Dirigentes, que irão participar no dia Regional do Pioneiro que irádecorrer nos próximos dias 01 e 02 de Maio em Valverde.
Pedimos desculpa por algum atraso.
Aqui seguem algumas informações e ferramentas necessárias à vossa participação nesta
actividade.Passamos então a enumera:
A entrada em campo é sábado, 01 de Maio, até às 9h00 da manhã.
A ficha de inscrição tem de ser entregue até dia 28 de Abril de 2010 (quarta-feira)

Refeições:
Toda a alimentação está a cargo de cada umas das respectivas equipas,
isto é, todas as equipas devem confeccionar as suas refeições de sábado e
pequeno-almoço de domingo.
O Almoço de domingo está a cargo do agrupamento de Valverde

Cada agrupamento deve levar uma identificação do mesmo.
Por agora já vos demos alguma informação de base, para que possam trabalhar nela.
Resta-nos despedirmo-nos com uma forte canhota a todos,
A Secretaria Regional do Projecto Educativo

terça-feira, 27 de abril de 2010

25 DE ABRIL(3 E ULTIMA PARTE)









No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1.º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.
Manifestação do 25 de Abril de 1983 na cidade do Porto.Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica que então se estabelecia para o país. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
Acabada a guerra colonial, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.

O 25 de Abril visto mais tarde



O 25 de abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais.
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de abril.
Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo.
De uma forma geral, ambos os lados lamentam a forma como a descolonização foi feita, enquanto que as pessoas mais à direita lamentam as nacionalizações feitas no período imediato ao 25 de abril de 1974 que condicionaram sobremaneira o crescimento de uma economia já então fraca.


Comunicado do MFA do dia 25 de Abril de 1974 às 04:20h

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.
Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária.


Comunicado do MFA do dia 25 de Abril de 1974 às 14:30h

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
Pretendendo continuar a informar o País sobre o desenrolar dos acontecimentos históricos que se estão processando, o Movimento das Forças Armadas comunica que as operações iniciadas na madrugada de hoje se desenrolam de acordo com as previsões, encontrando-se dominados vários objectivos importantes de entre os quais de citam os seguintes:
- Comando da Legião Portuguesa
- Emissora nacional
- Rádio Clube Português
- Radiotelevisão Portuguesa
- Rádio Marconi
- Banco de Portugal
- Quartel-General da Região Militar de Lisboa
- Quartel-General da Região Militar do Porto
- Instalações do Quartel-Mestre-General
- Ministério do Exército, donde o respectivo Ministro se pôs em fuga
- Aeroporto da Portela
- Aeródromo Base n.º 1
- Manutenção Militar
- Forte de Peniche

S. Ex.ª o Almirante Américo Tomás, S. Ex.ª o Prof. Marcelo Caetano e os membros do Governo encontram-se cercados por forças do Movimento no quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, e no Regimento de Lanceiros 2 tendo já sido apresentado um ultimato para a sua rendição.
O Movimento domina a situação em todo o País e recomenda, uma vez mais, a toda a população que se mantenha calma. Renova-se, também, a indicação já difundida para encerramento imediato dos estabelecimentos comerciais, por forma a não ser forçoso decretar o recolher obrigatório.
Viva Portugal!






MUSICAS DO 25 DE ABRIL:
"E Depois do Adeus"
Canção de Paulo de Carvalho
Letrista(s) José Niza
Compositor(es) José Calvário

"E Depois do Adeus" foi a canção que serviu de primeira senha à revolução de 25 de Abril de 1974. Com letra de José Niza e música de José Calvário, a canção foi escrita para ser interpretada por Paulo de Carvalho na 12.ª edição do Festival RTP da Canção, do qual sairia vencedora. Nessa qualidade, representaria Portugal em Brighton, a 6 de Abril, no Festival Eurovisão da Canção 1974, terminando em último lugar, com apenas 3 pontos, ex aequo com as canções da Alemanha, Suíça e Noruega.

A questão das duas senhas do 25 de Abril
Com a transmissão de "E Depois do Adeus", pelos Emissores Associados de Lisboa às 22h55m do dia 24 de Abril de 1974, era dada a ordem para as tropas se prepararem e estarem a postos. O efectivo sinal de saída dos quartéis, posterior a este, seria a emissão, pela Rádio Renascença, de "Grândola, Vila Morena" de Zeca Afonso.
A razão da escolha de "E Depois do Adeus" é clara: não tendo conteúdo político e sendo uma música em voga na altura, não levantaria suspeitas, podendo a revolução ser cancelada se os líderes do MFA concluíssem que não havia condições efectivas para a sua realização. A posterior radiodifusão, na emissora católica, de uma música claramente política de um autor proscrito daria a certeza aos revoltosos de que já não havia volta atrás, que a revolução era mesmo para arrancar.

O tema
Embora o título, em retrospectiva, pareça remeter para o adeus ao regime do Estado Novo, a canção em si é uma balada sem conteúdo político (ao contrário da vencedora do ano anterior). Nela, Paulo de Carvalho põe-se no papel de um homem que se vê perante o fim de um relacionamento amoroso. Ele diz à pessoa amada e compara-a a "uma flor que desfolhei", implicando que a relação foi de curta duração. Ele também se refere ao amor, cantando que "é ganhar ou perder

E Depois do Adeus

1.
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
2.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
3.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
4.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

5.
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

A 2ª senha, para continuação do golpe foi dada pela canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso, gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, sendo antecedida pela leitura da sua primeira quadra.
Grândola, Vila Morena foi composta como homenagem à "Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense", onde no dia 17 de Maio de 1964, «Zeca» Afonso actuou.
Depois, fez-se a leitura de poemas da autoria de Carlos Albino, jornalista do República e colaborador naquele programa, que, a pedido de Álvaro Guerra e do comandante Almada Contreiras, tinha ficado incumbido de enviar senhas para sincronizar o golpe do MFA.
Grândola, Vila Morena

1.
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
2.
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

3.
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

4.
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

5.
À sombra d’uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

6.
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

segunda-feira, 26 de abril de 2010

o 25 de abril (2 parte)

<

Movimentações militares durante a Revolução

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas, que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola, Vila Morena", de José Afonso
, pelo programa Limite, da Rádio Renascença,,[4][5] que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos de Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sediadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil. A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

Cravo



O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos. Entretanto, uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas.
pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos de Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sediadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil. A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

domingo, 25 de abril de 2010

25 de abril (1parte)


Revolução dos Cravos:

25 de Abril Sempre

Localização: Portugal
Data: 25 de Abril de 1974


Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.
O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colónia. Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.
É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante décadas
Denomina-se "Dia da Liberdade" o feriado nacional instituído em Portugal para comemorar a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.

Mas vamos começar, por entender o porque desta revolução:

Antecedentes :
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi instaurada em Portugal uma ditadura militar, que culminaria na eleição presidencial de Óscar Carmona, em 1928. No mandato presidencial de Carmona, no que então se designou por "Ditadura Nacional", foi elaborada a Constituição de 1933, instituindo um novo regime autoritário de inspiração fascista, auto-denominando-se Estado Novo. Oliveira Salazar passou a controlar o país através do partido único designado "União Nacional", não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcelo Caetano, que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974. A chamada Primavera Marcelista seria sinónimo de ditadura branda.
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado um país governado por uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, consideradas fraudulentas pela oposição, desrespeitadas pelo dever de imparcialidade.
O Estado Novo tinha a sua polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), versão renovada da ex-PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde reconvertida na DGS (Direcção-Geral de Segurança), que continuaria perseguindo os opositores do regime. Na visão histórica dos ideólogos do regime, o país teria de manter uma política de defesa das colónias, de manutenção do "Ultramar", numa época em que alguns países europeus iniciavam os seus processos de descolonização progressiva. Apesar de séria contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve a sua política de força, endurecendo-a a partir do início dos anos 1960, face ao alastramento dos ataques independentistas em Angola, na Guiné e em Moçambique.
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que protegia certos monopólios e certos grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, sendo consequência disso um significativo acréscimo da emigração. É nesta década, contudo, que se notam sinais de desenvolvimento económico.


A GUERRA COLUNIAL:
Portugal mantinha laços fortes e duradouros com as suas colónias africanas, quer como mercado para os produtos manufaturados portugueses quer como produtoras de matérias primas para a indústria portuguesa. Muitos portugueses viam a existência de um império colonial como necessária para o país ter poder e influência contínuos. Mas o peso da guerra, o contexto político e os interesses estratégicos de certas potências estrangeiras inviabilizariam essa ideia.
Apesar das constantes objecções em fóruns nacionais, como a ONU, Portugal mantinha as colónias, dizendo considerá-las parte integral de Portugal e defendendo-as militarmente. O problema surge com a ocupação unilateral e forçada dos enclaves portugueses de Goa, Damão e Diu, em 1961.

Em quase todas as colónias portuguesas africanas – Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde – surgiam entretanto movimentos independentistas, que acabariam por se manifestar sob a forma de guerrilhas armadas. Estas guerrilhas não foram facilmente contidas, conseguido controlar uma parte importante do território, apesar da presença de um grande número de tropas portuguesas que, mais tarde, seriam em parte significativa recrutadas nas próprias colónias.

Os vários conflitos forçavam Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma grande parte do orçamento de Estado na administração colonial e nas despesas militares. A administração das colónias custava a Portugal um pesado aumento percentual anual no seu orçamento e tal contribuiu para o empobrecimento da economia portuguesa: o dinheiro era desviado de investimentos infra-estruturais na metrópole. Até 1960 o país continuou relativamente frágil em termos económicos, o que aumentou a emigração para países em rápido crescimento e de escassa mão-de-obra da Europa Ocidental, como França ou Alemanha. O processo iniciava-se no fim da Segunda Guerra Mundial

Cenaculo regional


Realiza-se nos dias 24 e 25 de abril, o cenaculo regional da guarda.
Para quem não sabe o que é o cenaculo vou explicar:

O Cenáculo Regional/Núcleo é um Fórum de Caminheiros/Companheiros que vem no seguimento do Cenáculo Nacional. É um espaço informal de debate e construção, para os jovens adultos da IVª Secção, sobre temas com interesse para o crescimento de um melhor e mais actual Caminheirismo/Companheirismo, apresentando-se como uma ferramenta para a IVª Secção Regional/Núcleo.

Quais as suas funções?
O Cenáculo Regional/Núcleo tem uma função consultiva e os assuntos tratados devem ser definidos por iniciativa dos participantes e da equipa organizadora, mas, em grande medida, estes devem ter em atenção as solicitações ou recomendações feitas pelo Departamento da IVª da Junta Regional/Núcleo e pelo Departamento/Secretaria Pedagógico Regional/Núcleo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

escuterios obrigado0s a apresentar registo criminal



12 mil chefes escutistas terão de provar até final do mês que têm registo criminal limpo para trabalharem com crianças


Os 12 mil escuteiros- chefes portugueses estão obrigados a ter um cadastro limpo para continuar a liderar os seus grupos. Ou seja: na ficha criminal destes voluntários não pode estar registado nenhum crime contra crianças: seja violação, coacção sexual, abuso sexual, lenocínio ou maus tratos. Esta semana, o Corpo Nacional de Escutas (CNE) enviou uma circular para todas as delegações regionais de forma a que, até dia 30, os escuteiros-chefes - 12 mil no universo dos 70 mil escuteiros existentes no País- apresentem o registo criminal limpo para poderem continuar a sua actividade.

O princípio está na lei publicada em Setembro de 2009, que obriga a que as entidades recrutadoras de actividades, remuneradas ou não remuneradas, com contacto regular com menores peçam um certificado de registo criminal. E só depois de verificarem que esse cadastro está limpo é que poderão ser contratados.

Na prática, a lei afecta todas as actividades em que haja contacto com crianças, como escuteiros, mas também colónias de férias e instituições sociais. Quanto aos professores, já entregavam o registo criminal no início da carreira (ver texto secundário). "A lei foi feita a pensar em institutos de apoio a crianças e não tanto para os casos dos professores", explica ao DN Ricardo Rodrigues, deputado do PS, que esteve nas negociações da lei na última legislatura. "E esta lei não tem efeitos retroactivos, por isso é obrigatório apenas para as contratações a partir de Setembro."

Apesar disso, Carlos Alberto Pereira, chefe nacional do CNE, adiantou ao DN que pediu a todos os escuteiros que supervisionam as actividades dos mais novos esse certificado: "Os que já estavam contratados e os que vão estar, de forma a dar o exemplo", explicou. "Isto porque a lei não é suficientemente explícita", concluiu.

Luís Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascensão, instituição de acolhimento de crianças, também assumiu que essa prerrogativa já é prática da casa. "Pedimos a todos os funcionários que aqui estão - 97 mulheres e cinco homens - para apresentarem o seu registo criminal desde que essa lei começou a ser discutida, há um ano."

A lei aprovada em 2009 é clara: "No recrutamento para profissões, empregos, funções ou actividades, públicas ou privadas, ainda que não remuneradas, cujo exercício envolva contacto regular com menores, a entidade recrutadora está obrigada a pedir ao candidato a apresentação de certificado de registo criminal". Sendo que o regime é extensível para aferição dos pais candidatos à adopção.

No caso dos escuteiros, o CNE garante que cada chefe de agrupamento recebe a informação num envelope fechado e esta será tratada na maior das confidencialidades.

Um dos casos que suscitaram esta discussão na altura ocorreu em 2003, quando o director e 13 monitores da colónia de férias da Associação de Coordenação e Apoio Juvenil , em Brunheiras, Vila Nova de Milfontes, foram acusados de abusos sexuais. As vítimas teriam sido 23 menores dependentes, com idades dos 13 aos 17 anos, que passaram férias na colónia.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

datas importantes no escutismo




1907 – Robert Baden-Powell organiza o campo experimental da ilha de Brownsea (Reino Unido), de 1 a 9 de Agosto

1908 – Publicada a obra “Scouting for Boys”, de Baden-Powell

1911 – Escutismo introduzido em Macau

1912 – Formam-se em Lisboa os primeiros grupos de Escoteiros portugueses

1920 – 1º Jamboree Mundial, em Olympia, Londres, reune 8 000 participantes, com Baden-Powell aclamado como chefe mundial. A primeira Conferência Internacional reúne organizações de Escuteiros de 33 países

1921 – Começa a ser publicada a revista “Jamboree”, depois denominada “World Scouting” (desde 1955), actualmente “World Scouting News)

1922 – Ultrapassada a marca de 1 milhão de escuteiros

1924 – 2º Jamboree Mundial, na Dinamarca, com cerca de 4 500 participantes

1929 – 3º Jamboree Mundial, em Birkenhead, Inglaterra, reunindo 50 000 escuteiros

1933 – 4º Jamboree Mundial, na Hungria, com mais de 25 000 participantes

1935 – Criação do prémio “Lobo de Bronze”, atribuído em reconhecimento de serviços excepcionais em prol do Movimento Escutista; o primeiro prémio foi atribuído a Baden-Powell; até hoje, foram distinguidos com este prémio apenas cerca de 300 Escuteiros.

1937 – 5º Jamboree Mundial, na Holanda, com quase 30 000 participantes

1947 – 6º Jamboree Mundial, em Moisson, França, reúne quase 25 000 escuteiros

1950 – Ultrapassado o número de 5 milhões de escuteiros, originários de 50 países

1951 – 7º Jamboree Mundial, na Áustria, com cerca de 13 000 participantes

1955 – 8º Jamboree Mundial, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá, reúne cerca de 11 000 participantes

1957 – 9º Jamboree Mundial, celebrando o cinquentenário do Escutismo, em Birmingham, Inglaterra, com cerca de 30 000 participantes, de mais de 50 países

1959 – 10º Jamboree Mundial, nas Filipinas, com 12 000 participantes

1961 – 18ª Conferência Mundial, em Lisboa, com 50 organizações nacionais de Escutistas

1963 – 11º Jamboree Mundial, em Maratona, Grécia, com 14 000 participantes

1967 – 12º Jamboree Mundial, nos EUA, reunindo 12 000 escuteiros, de cerca de 70 países

1969 – Atingido o número de 12 milhões de escuteiros

1971 – 13º Jamboree Mundial, no Japão, com quase 24 000 participantes. O número de países com organizações nacionais de escuteiros atinge os 100

1975 – 14º Jamboree Mundial, em Lillehammer, Noruega, com mais de 17 000 participantes, de mais de 80 países

1983 – 15º Jamboree Mundial, em Calgary, Alberta, Canadá, com cerca de 15 000 participantes

1987 – 120 países com organizações nacionais de Escutistas

1988 – 16º Jamboree Mundial, em Nova Gales do Sul, Austrália, com mais de 13 000 Escuteiros, de cerca de 80 países

1990 – 130 Países com organizações nacionais de Escuteiros

1991 – 17º Jamboree Mundial, na Coreia do Sul, com 20 000 participantes, provenientes de 135 países

1995 – 18º Jamboree Mundial, na Holanda, com cerca de 29 000 participantes, de cerca de 165 países e territórios

1996 – A Organização Mundial agrega 140 países membros

1997 – 1º Jamboree na Internet, comemorando os 90 anos de Escutismo

1998 – 19º Jamboree Mundial, no Chile

1999 – Atingido o número de 150 países membros da Organização Mundial

2002 – 20º Jamboree Mundial, na Tailândia, com 24 000 participantes de cerca de 150 países e territórios

2007 – 21º Jamboree Mundial, em Inglaterra, celebrando o centenário do Escutismo